Mar-Alto: Regulamento da Marcha Alternativa

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Segunde QUEMENICADE À IMPRENSA & FILHES, L.DA, ou, em inglês, QUEM TEM PRESS (RILIZE) COME CRU.
Na reparê se pus o R, mas ache que sim.

A triste estória do REGULAMENTE DA MARCHA ALTERNATIVA do Mar Alte 2010, ai senhor que coisa triste

Era uma vez um piquêne que era um príncepe, pedia ser um cantaril ou outre pêxe vermelhe, mas calhou a ser um príncepe, e foi ter com uma piquêna que era a branca de neve. A branca de neve era um cadinhe mais escura que o michael jackson, mas pouque mais, e vivia em união de facte com sete anões, que se quisessem pediam casar uns com os outres mas na pediam adoptar, e por isse é que pediram à branca de neve que fosse viver com eles, e assim sempre poupavam na melher da limpeza, que era duma terra estrangêra pra lá d’Alpiarça, e à vezes metia-se na buída e arretava muite alte. Os anõezinhes viviam tôdes do rendimente mínime, o que tude junte dava um barrete de denhêre sem fazerem a ponta dum côrne, e praticamente não entram nesta estória. Um dia c’os anõezinhes tinham saíde tôdes ó même tempe pa irem à Sigurança Secial tratar do subside d’aleitamente, ou coisa parecida, o príncepe bateu à porta da branca de neve e a estória quemeça aqui.
Bom dia, branca de neve, disserem-me que crias falar comigue, Pois cria, tu é qui és o príncepe encantade, Não, eu sou o príncepe embarcade, sempre ganhe um becadinhe melhor, Antes assim, Atão olha lá, branca de neve, tu na devias tar a dermir e eu dava-te um bêjinhe, Devia, mas na sê ondé que pus os comprimides, Atão e a bruxa má na t’ajuda nisse, Hoje na pode, foi à fêra a pataias, tem de comprar uns quertinades noves pó castele dela, Outres, Pois é, os antigues tavem a ficar ruces, A bruxa má é um becadinhe arrasadora, não é, Tamém ache, ainda per cima na fez vintém na passage d’âne, ficou c’o restorante às moscas e os paleques partirem-lhe tude em casa, mas ela é que sabe, as vidas dos outres na m’intressem, E o qui é que me crias dezer, Cria-te pedir que me fizesses uma saranata, fazes-me uma saranata, Face, ma na vinha preparade, há alguma máquina aqui perte, Não é isse per inquante, a nha idéa era que tu fizesses uma letra pra uma marcha alternativa, e ós pois se ganhasses fazias-me a saranata com essa marcha, E o qué qu’eu ganhe com isse, Ganhas a múseca pá tu letra, doutra forma tinhas c’assebiá-la se quisesses c’alguém a ouvisse, e ganhas as entradas pós balhes tôdes do mar alte, e comigue ganhas mais calquer coisinha que na te posse tar aqui a dezer, porque iste pode tar a ser lide por menores, Os anões, Não, outres menores, E tanhe que pôr alguma coisa especial na letra, Tens que pôr mar alte tamém tamém onde quiseres, Mas eu outre dia ouvi dezer num quemenicade que não era precise pôr nada, Foi eles que variarem, tão sempre assim, são uns ventanêres que na sabem o que querem, na ligues ós quemenicades, E quem é que faz a múseca pá nha letra, Ache que vão pedir a um clássique, talvez o toi, quenheces, Não, mas quenhêce a família dele, os toys R us, e na são más pessoas, Pois não, E posse pôr uma asnêrazinha ou duas na letra da marcha, agora usa-se muite, Não, na podes, só podes pôr palavras finas, se não limpe o ânes à tu marcha, Inté quande é que posse entregar, Podes entregar até à mêa-noite do dia 27 de Janêre, e ficas a saber se ganhates ou não no balhe do dia 30, E se for à mêa-noite e um minute, Já sabes c’mé qui é, se passares a mêa-noite transformas-te numa abóbra, e como castigue passas a fazer marchas pó Valade, Isse é que não, qu’eles fazem letras de metre e mêi de largue, e atão tinha que comprar mais dois cadernes de linhas pa cada marcha, era só prejuíze, Já tu vês o que te pode acontecer, Trague-te a marcha escrita num papel, Na faças isse, manda-me por email , há papéis que me fazem quemichão, tamém depende do use que lhes dou, Pônhe o mê nome verdadêre na letra, ou invente um, Põe o tê nome verdadêre e um númare de telemóvel, até me dava jête que pesesses tamém a tu declaração de irs, cá per coisas, mas dêxa lá, E qués que faça só uma marcha ou mais, Faz as que quiseres, no âne passade houve um príncepe que fez algumas catorze, tu se na quiseres ficar atrás dele faz pr’aí umas trinta e sete a ver s’eu me rale, mas isse é contigue, depende do amôre que me tenhas, O mê amôre por ti varia, mas em geral é mais ou mênes bastante, Já não é mau, E s’a nha marcha ganhar, posse registá-la, Inté podes escrevê-la na parede do tê quarte, o qu’eu na te pague é mai nada, nem mais dirêtes ninhuns, é aqueles premiozinhes que já te disse e mais os inselices que quiseres fazer ó mê querpinhe, e olha lá, Tou-me aqui a lembrar, e se receberes muitas marchas, o qué que fazes com isse tude, Se me mandarem muitas letras, péce às criaturas do mar alte que me dêxem pôr tude no saite deles , Já falates nessa gente umas poucas de vezes, quem é que eles são, Na quenheces, é gente de fora, dois moram na comprativa, os outres na sê, És tu que escolhes a vencedora, Não, é um jure composte plos sete anões, Tava aqui com vontade de te preguntar uma coisa, os anões são tão grandes como dizem, Já vi maiores, Em altura, Tamém tamém, Sabes que tou a ficar sem fôlegue só de tar a conversar contigue, quem é que escreveu iste, foi o saramague, Foi, O josé, Não, foi um prime dele, o jôquim, Na tou a ver quem seja, Anda numa rapa, mas na tem ganhe nada sarabente, se na fosse os chambres ca melher aluga, havia de se peder ver c’mé que pagava os luxes da filha mai nova, a cinderela, Ah, essa, Pois, já vai em treze casamentes c’o mesme príncepe, Aquele que tem um castele, Não, esse já é casade, é um c’os avós têm uns terrenes em fanhais, ou na serra da pescaria, na sê bem, E o qué qu’ela ganha com isse, Olha, faz cruzêres tôdes ânes com o denhêre dos invelopes de cada casamente, é o qu’ela ganha, Ah, pensê que fosse pa comprar sapatinhes de cristal, Não, isse normalmente espera pus saldes, E prontes, o qué ca gente faz agora, Tava a pensar que pedíames comer os três perquinhes, qués quemer os três perquinhes, Depende, Depende de quê, Depende da idade deles, na quere ter preblemas c’os tribenais.

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Fonte: www.mar-alto.net




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